3 anos em 45 mil fotos

10/outubro/2010 Deixe um comentário

A NatGeo costuma mostrar vídeos que resumem em minutos, horas, dias ou até mesmo meses,a vida de um determinado animal ou o resultado de uma grande construção. As imagens são coletadas e depois editadas para que possamos ver em poucos minutos o que ocorreu durante um longo tempo.

Ramon, um produtor de vídeo radicado na França foi um pouco além. Registrou, durante 3 anos e 6 meses a desconstrução, parte a parte, de um arranha céu em Paris e a construção de um novo, ainda maior.

As fotos foram tiradas entre janeiro de 2007 e setembro de 2010. O resultado final: 45000 fotos usadas para a produção do vídeo abaixo.

Alėm da impressionante desconstrução, ao invés de uma implosão, foi o trabalho de edição que permite ver em segundos um replay do trabalho que durou anos. Um belo trabalho!

Para iPhone / iPad toque aqui:
3 Years At The Same Place

CategoriasArte

Gender Gap – a distância entre mulheres e homens no Brasil

13/setembro/2010 Deixe um comentário

O último GenderGap 2007 relatório publicado pelo World Economic Forum, que mede a distância entre gêneros masculino e feminino na sociedade, trouxe o Brasil na 62a (sexagésima segunda) posição no indicador de Participação Econômica & Oportunidade e 84a (octagésima quarta) posição no indicador de Acesso a Educação.

No indicador Healthy and Survivor ficamos em 1o (primeiro) lugar. Esse indicador infelizmente não é nem um motivo de orgulho. Ele faz uma comparação entre expectativa de vida entre mulheres e homens, anos perdidos dentro dessa expectativa com fatores como violência, doenças e outras variáveis. Geralmente é alto em países violentos onde muitas mortes principalmente no sexo masculino ocorrem. Já no indicador de Poder Político novamente ficamos em posição constrangedora: 96a posição. Esse indicador comparar o número de mulheres x número de homens em posições de decisão nas esferas executivas (ministros e executivos) e legislativa (parlamentares).

No índice global ficamos em 74o (septuagésimo quarto) lugar frente ao 67o (sexagésimo sétimo) que havíamos conquistado no relatório anterior de 2006. Segundo o relatório não tivémos piora na performance mas sim países que tiveram melhora em seus próprios indicadores. De qualquer forma perdemos não?

Para efeito de comparação, ficamos atrás de Cuba, Colômbia, Gana, Suriname, Equador, Uganda, Honduras, Paraguai, Tajaquistão entre outros países de menor expressão econômica e territorial.

Mulheres consumidoras

Um tema que vez por outra estampa a capa de revistas de negócios é o das “mulheres consumidoras” ou como agentes determinantes em quase todas as compras de uma família. O número de mulheres com poder de compra tem aumentado porém nas classes mais baixas essas mesmas mulheres ainda tem menos estudo, menos oportunidades e geralmente sua tarefa de vida acaba ser cuidar de filhos enquanto pula de emprego para emprego, ou subemprego.

Mulheres no poder: a experiência

Diversas empresas que trabalhei ou me relacionei, tem aberto grande espaço para as mulheres. No setor de TI por exemplo, vê-se muitas mulheres em cargos de gerência. Mulheres tem se provado mais aptas a assumirem esse tipo de cargo pela capacidade de negociação e bom relacionamento. Porém uma constatação: muitas delas tem salários menores do que os pares homens. Fui gerenciado e liderado por mulheres durante anos. Foi uma experiência interessante. Creio que entre homens existe muito mais agressividade nas relações divergentes, enquanto que mulheres tem maior capacidade de diálogo e de buscar soluções conjuntas.

Porém tive experiências negativas também. Creio que a experiência de poder para o sexo feminino historicamente ainda é muito recente. Biologicamente creio que as mulheres ainda passarão por mudanças para se adaptarem a essas novas facetas de suas vidas, passando de “donas do lar”, “criadoras dos filhos” para executivas, gerentes e outros cargos onde elas precisam lidar com formas diferentes de poder além de conviver com as responsabilidades “do lar”.

Mulheres e política

Mesmo às vesperas de uma eleição presidencial, onde as duas canditadas mulheres (Dilma e Marina) possuem mais de 60% das intenções de votos, ainda somos um país com indicadores desfavoráveis. A maioria das decisões em nosso país ainda são tomadas por homens. Precisamos de igualdade de gêneros no legislativo e no executivo também. As mulheres certamente terão mais condições de lutar por causas que irão colaborar para essa igualdade.

A candidata ao Senado por São Paulo, Marta Suplicy por exemplo, foi uma das grandes batalhadoras por projetos na prefeitura de São Paulo voltados para as mulheres. Um deles foi tentar diminuir o déficit de vagas em creches que havia na cidade. O déficit era tão grande que ela mesma assumiu que levaria alguns mandatos de muito trabalho para por fim ao assunto. Se a mulher não tem onde deixar seus filhos como poderá ter uma carreira profissional?

Déficit global com as mulheres

Hazel Henderson umas das futurólogas e pensadoras mais respeitadas em todo o mundo, afirma em seu livro “Construindo Um Mundo Onde Todos Ganhem” que existe um déficit global para com as mulheres. Segundo Hazel as mulheres trabalham horas e horas em casa, na educação dos filhos, nos afazeres domésticos entre outras tarefas que não são reconhecidas como “trabalho”, seja pelos seus maridos, seja por seus empregadores ou pelo próprio Estado. São trilhões de dólares em trabalho voluntário, sem qualquer remuneração. A sociedade como um todo enxerga esse trabalho como uma “obrigação da mulher”. Hoje as mulheres estão em grande número no mercado de trabalho. Porém há algumas décadas atrás elas estavam em casa, trabalhando no lar sem ter muitos direitos, apenas deveres. Algumas leis foram criadas para dar seguridade social à essas mulheres porém isso ainda é muito pouco. Ou continuamos fingindo não enxergar esse déficit ou precisamos de novos arranjos sociais onde ele seja compartilhado com os homens ou remunerado de alguma forma.

Um passinho a frente

Os gêneros sempre terão características diferentes no pensar e agir. Porém como sociedades desenvolvidas, devemos pensar e trabalhar para que haja igualdade de condições para homens e mulheres. Em Países como Suécia, Finlândia, Noruega e Islândia a desigualdade entre os gêneros quase que inexiste. São países altamente desenvolvidos.

Precisamos dar aqui no Brasil passos firmes para que esses indicadores melhorem e possamos vislumbrar um futuro de maior igualdade:

  • Ainda vejo muitas mulheres nas classes mais desfavorecidas, com dificuldades para criarem seus filhos sozinhas, já que muitos pais abandonam o lar;
  • Muitas mulheres com subempregos ou com remunerações inferiores sendo que o custo de manter a família, quando sozinha, é muito maior do que o de um homem solteiro;
  • Políticas como salário família por exemplo deveriam ser extintas e substituídas por outros tipos de compensação que realmente levasse em conta o peso desproporcional assumido por muitas mães;
  • As empresas deveriam estabelecer regras e direcionamentos internos para evitar a discriminação de gêneros e as diferenças salariais sem fundamentação no próprio mérito de cada pessoa;
  • As empresas deveriam continuar provisionando recursos para facilitar o trabalho das mulheres em paralelo com a criação dos filhos. Vide a Natura que possui creche na fábrica para que as mães consigam ter contato com o filho no horário de almoço e trabalhem mais tranquilas.

Quando conseguirmos diminuir essa distância poderemos adentrar no roll dos países desenvolvidos. Mais importante que o indicador em si, são as mudanças positivas que essa igualdade certamente trará para nosso país.

Detalhe menos importante: quem vos escreve é um homem.



Ciberdemocracia: o exemplo da Ucrânia

9/setembro/2010 Deixe um comentário

Desde que li a obra de Pierre Levy, Ciberdemocraia, venho me interessando por eventos políticos em que a força das conexões promovidas pela Internet, contribuem para o fortalecimento da democracia. Nesse contexto a “Revolução Laranja” (Orange Revolution)  na Ucrânia me chamou atenção.

No cenário recente temos visto o uso da Internet pelos políticos como meio de promoção de suas campanhas. Um exemplo marcante da força da Internet e das redes sociais foi a campanha de Barak Obama. Porém não é esse contexto que me causa maior interesse e sim as possibilidades de mobilização de grandes massas frente a desafios contra o Estado democrático como aconteceu na Ucrânia em 2004.

Contextualizando

Nas eleições presidenciais de 2004 na Ucrânia os principais candidatos eram (1) Viktor Yanhukovych e (2) Viktor Yuschenko.  O (1) tinha sido primeiro ministro desde 2002 e tinha a preferência do presidente ucraniano como também do presidente russo Vladimir Putin. O (2) líder da “nossa Ucrânia” uma facção de oposição no parlamento ucraniano e também ex-primeiro ministro (1999 – 2001) considerado um pró-ocidente.

No primeiro turno das eleições em 31/outubro/2004, Yuschenko (2) recebeu 39,87% dos votos e Yanukovych (1) 39,32%. Como nenhum candidato atingiu a maioria dos votos, houve um segundo turno em 21/novembro/2004.

No segundo turno a Comissão Central de Eleições proclamou Yanukovych(1) como vencedor, com 49,42% dos votos, comparado a Yuschenko(2) com 46,69%. Os eleitores pró Yuschenko e a maioria dos observadores internacionais alegaram que houveram fraudes no processo. Observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) anunciaram que a eleição não tinha seguido os padrões internacionais e o senador americano Richard Lugar, que foi um dos observadores, também classificou a eleição como fraudulenta.

Diversos atos de desobediência civil eclodiram por todo o país. Esse período foi considerado como “A Revolução Laranja” (The Orange Revolution).

Internet e a Revolução Laranja

Durante a revolução a Internet ajudou os cidadãos a organizar passeatas e movimentos. Com a sensura da televisão, a Internet era o único meio pelo qual os cidadãos poderiam conseguir respostas a perguntas básicas como “qual é o local e horário do próximo encontro? Quais são os planos da oposição? O que está acontecendo pelas ruas?”. Às vezes os eventos e encontros se desfaziam tão rápido que somente pela Internet as pessoas poderiam conseguir informações atualizadas.

Em 2004 também, somente o canal de televisão Channel 5 não estava sobre sensura das autoridades. Ainda que tivesse uma cobertura geográfica limitada através dos meios tradicionais de transmissão televisiva e as autoridades tentassem todos os meios possíveis para previnir o crescimento da cobertura dos fatos, eles não puderam parar o Channel 5 de transmitir através da Internet em seu website http://5.ua. O portal do Channel 5 teve um papel crucial em prover informações em tempo real durante a mais ativa fase dos 17 dias da Revolução Laranja. Seu site teve um alto tráfego atingindo 8 milhões de hits. O site foi bloqueado em Moscou e pelo principal provedor da Ucrânia, juntamente com outro site que fazia piadas sobre o presidente eleito através de fraude. Porém o próprio site que fazia piadas provia uma lista de servidores anônimos de onde as pessoas poderiam passar pelos bloqueios do estado. Essa mesma técnica foi usada por outros sites independentes e agências de notícias que se opunham ao regime. Durante a revolução alguns provedores forneciam números gratuitos de discagem para acesso à informações de oposição. Isso teve um grande valor para a revolução visto que de acordo com pesquisas da época, 70% das pessoas acessavam a Internet através de linha discada. As mensagens de texto também tiveram um papel importante na coordenação das pessoas que não tinham acesso ao e-mail.

Além desses sites outros fóruns de discussão, movimentos, jornais e sites que difundiam informações foram essenciais para mobilizarem a população ucraniana contra um governo que havia entrado no poder de forma fraudulenta.

Esse período de desordem levou a Suprema Corte da Ucrânia a convocar novas eleições para 26/dezembro/2004. Yushcenko(2) então venceu com mais de 52% dos votos, contra 44% de Yanukovych(1). O candidato derrotado negou-se a aceitar o novo resultado, mas em 10/janeiro/2005 a Supreca Corte declarou Yushchenko(2) vencedor.

Pro bem e pro mal

O ponto tragi-cômico de toda essa estória é que a Internet foi utilizada tanto para o bem quanto para o mal. A falsificação do segundo turno das eleições foi feita exatamente através dos servidores que trocavam informações referente à apuração dos votos. Observadores dos EUA divulgaram notas sobre a invasão de computadores em que estavam as tabelas de votos pela equipe de Yanukovych.

Reflexão final

Será que precisamos que aconteça uma ameaça a democracia para que lutemos a favor dela em nosso País?

Fontes:

Tradução livre e comentários do estudo “Role of Internet-based information flows and technologies in electoral revolutions: The case of Ukraine’s Orange Revolution” (First Monday)
http://www.uic.edu/htbin/cgiwrap/bin/ojs/index.php/fm/article/view/2992/2599

Cheguei ao paper através das leituras compartilhadas no Google Reader de minha amiga Suzana Gutierrez.

Lava roupas sem sabão

21/fevereiro/2008 Deixe um comentário
A Haier, 6ª maior produtora mundial de eletrodomésticos, acaba de lançar uma máquina de lavar roupa ecológica a WashH2O não precisa de sabão em pó, pois utiliza a própria coposição da água para limpar os tecidos – nem todos os tecidos, porém – com os íons negativos do oxigênio que atraem a sujeira, enquanto os íons positivos do hidrogênio esterelizam a roupa.
As duas gigantes coreanas já preparam o contra-ataque com produtos que utilizam bolhas de oxigêgio e ultrasom da Daewoo e a máquina de lavar roupa com jatos de vapor da LG, já em comercialização. A Whirlpool oferece um modelo com turbo vapor, que utiliza um ciclo breve de 20 minutos, ou, no processo normal, lava e desinfeta a roupa a 40 ºC (a maioria dos italianos nemm pensa em usar uma temperatura abaixo dos 60 ºC).
Já a Electrolux apresentou a Sunny, que pode utilizar a água quente já exsitente no sistema hidráulico da casa ou energia solar. [Se você não entendeu, vou explicar: as máquinas de lavar roupa na Europa utilizam uma resistência para aquecer a água. Já imaginou o consumo de energia?] A Electrolux já registrou a patente de uma máquina de lavar roupa weireless, com raios ultra-violetas, que não usa água nem sabão em pó.Só falta, agora, convencer os europeus que lavar a roupa com água fria não provoca doenças.
CategoriasMundo 2.0

Trilhas do conhecimento

21/fevereiro/2008 Deixe um comentário

Trails Network - Invent new ways to manage your digital life

Pena que só funciona em Macs… mas a idéia é bem legal. Tinha pensado em algo parecido no Metafora. Era o que eu chamei de knowledge path, ou caminho do conhecimento. Essas “trilhas” parecem um pouco com isso.

http://trails-network.net/
Categoriassoftware

Softwares para organizar idéias

21/fevereiro/2008 Deixe um comentário

Microsoft Office OneNote 2007 (c) Microsoft

Microsoft OneNote
http://www.microsoft.com/onenote
Difícil de dizer isso pois a Microsoft não está entre minhas favoritas, mas foi o software de organização pessoal mais completo que eu já vi. A parada de extrair texto de imagens é muito interessante. Não gostei da feature de exportação. Só exporta todo o notebook em formato proprietário (era muito bom pra ser verdade).


Personal Brain
http://www.thebrain.com
Muito bom também. Esquemão visual de navegação imbatível.

Screenshot of EverNote

EverNote
http://www.evernote.com
Ainda estou testando mas parece muito bom.

Outros que ainda não testei:

Categoriassoftware

Hadoop: uma aposta contra o Google

20/fevereiro/2008 Deixe um comentário

Yahoo Search Wants to Be More Like Google, Embraces Hadoop

hadoop-logo.pngYahoo is following in Google’s footsteps again in search. Today, it is shifting a crucial part of its search engine to Hadoop, software that handles large-scale distributed computing tasks particularly well. Hadoop is an open-source implementation of Google’s MapReduce software and file system. It takes all the links on the Web found by a search engine’s crawlers and “reduces” them to a map of the Web so that ranking algorithms can be run against them.

Yahoo is replacing its own software with Hadoop and running it on a Linux server cluster with 10,000 core processors. The Hadoop software does the same job 34 percent faster than the old software. Yahoo is also providing some other interesting stats that gives us a view into the computing infrastructure behind its search engine:

Some Webmap size data:

* Number of links between pages in the index: roughly 1 trillion links
* Size of output: over 300 TB, compressed!
* Number of cores used to run a single Map-Reduce job: over 10,000
* Raw disk used in the production cluster: over 5 Petabytes

Compare this to some data from Google on its MapReduce computing infrastructure (it is not quite apples to apples, but Google was processing 20 petabytes a day back in September, 2007 and outputting 14,000 terabytes in compressed data per month):

google-mapreduce-chart.png

Hadoop is a project of the Apache Software Foundation. It also works for large-scale computing problems beyond search. For instance, IBM is using Hadoop as a foundation for its cloud computing initiative. Competing with Google using open-source software where it can is a smart move on Yahoo’s part, especially when that software outperforms its own.

Information provided by CrunchBase
Categoriassoftware
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.